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maio 2018

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande Ventos nos abismos de Júpiter Esta imagem reconstituída a partir dos dados do instrumento JIRAM da sonda Juno , evidencia o grande ciclone no pólo norte de Júpiter, rodeado de outros oito ciclones.            A atmosfera de Júpiter exibe grandes barras paralelas no equador onde sopram ventos que atingem os 600 Km/hora. Os planetólogos tentam há várias décadas compreender a dinâmica destes ventos. Por exemplo, se se manifestam em profundidade ou se são apenas um fenómeno de superfície? Os recentes dados da sonda Juno permitiram responder a esta questão.        Para conseguirem chegar a esse resultado, os investigadores mediram o campo gravitacional de Júpiter. Com efeito, qualquer  assimetria nesse campo seria o sinal de uma estrutura interna complexa, tal como um deslocamento significativo de matéria. Para o conseguirem fazer,...

abril 2018

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande O mistério da energia negra      Há uma força subtil que interfere na nossa existência e que empurra o universo cada vez mais depressa. Os astrónomos chamam-lhe energia escura - um apelido de mau presságio que por si só obriga os cientistas a saberem mais sobre este assunto do que realmente sabem. É escura porque é desconhecida . Contudo, ninguém sabe sequer se é um tipo de energia.       O termo é simplesmente uma forma abreviada para a perplexidade do comportamento expansivo do universo. Os cientistas sabem que o cosmos se está a expandir desde que Edwin Hubble, em 1929, mediu a velocidade das galáxias que se estavam a afastar (apesar de alguns considerarem que quem devia ter o crédito dessa descoberta fosse Georges Lemaître). Mas o ritmo da expansão, pensavam os cientistas, estava a abrandar, puxada pela gravidade coletiva do conteúdo do...

março 2018

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande As primeiras galáxias Os astrónomos viajam no tempo para observar a história inicial do nosso Universo         Há uma certa euforia na busca das galáxias mais distantes do Universo. É aquela sensação de ir até aos limites . Conseguir ver mais longe do qualquer outra pessoa alguma vez o fez. No entanto, se perguntarmos à maior parte dos astrofísicos que estudam a evolução e formação das galáxias, não é a distância espacial que os empolga, mas a distância temporal. A radiação eletromagnética viaja a uma velocidade finita e a luz, emitida pelas galáxias mais distantes, pode demorar milhões de milhões de anos - as enormes frações da idade do Universo - a chegar até nós.      No momento em que a luz parte das galáxias, nós vêmo-las como se estivessem no passado. O objetivo final dos astrónomos é detetar a luz emitida pelas primeiras galáxias: a...