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março 2018

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande As primeiras galáxias Os astrónomos viajam no tempo para observar a história inicial do nosso Universo         Há uma certa euforia na busca das galáxias mais distantes do Universo. É aquela sensação de ir até aos limites . Conseguir ver mais longe do qualquer outra pessoa alguma vez o fez. No entanto, se perguntarmos à maior parte dos astrofísicos que estudam a evolução e formação das galáxias, não é a distância espacial que os empolga, mas a distância temporal. A radiação eletromagnética viaja a uma velocidade finita e a luz, emitida pelas galáxias mais distantes, pode demorar milhões de milhões de anos - as enormes frações da idade do Universo - a chegar até nós.      No momento em que a luz parte das galáxias, nós vêmo-las como se estivessem no passado. O objetivo final dos astrónomos é detetar a luz emitida pelas primeiras galáxias: a...

fevereiro 2018

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande Um visitante vindo do espaço interestelar A órbita do Oumuamua. Uma visão artística do Oumuamua.         Quando o telescópio PAN-STARRS 1, no topo do Haleakala, na ilha de Maui, detetou um objeto com 20 de brilho (magnitude), no passado dia 19 de outubro de 2017, o observador Robert Weryk (Universidade do Havai) reparou de imediato que o seu movimento não fazia sentido. Simulações orbitais rapidamente mostraram que esse objeto tinha passado a cerca de 0,26 unidades astronómicas (38 200 000 Km) do Sol em 9 de setembro. Mas a excentricidade da sua órbita extrema, 1,19, significava que estava a seguir uma trajetória hiperbólica não estando ligado à gravidade do Sol. Pela primeira vez os astrónomos avistaram um objeto que nos visitou vindo do espaço interestelar.      Inicialmente, os astrónomos pensaram tratar-se de um cometa. Assim, a Internati...