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fevereiro 2017

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande Diferenciação celular: a parte do acaso Numa célula, a expressão dos genes é aleatória: cada gene tem uma certa probabilidade de ser traduzido em proteína. Contudo, as células embrionárias diferenciam-se em tecidos homogéneos.      Qual é o mecanismo que faz com que uma célula se diferencie num determinado tipo celular em vez de outro? Se durante muito tempo os biólogos viram esta transformação como o fruto de um programa genético, onde uma sucessão de reguladores se ativam numa ordem estabelecida, sabem atualmente que estes processos não são assim tão simples. Desde há algumas décadas, há trabalhos que sugerem que a expressão dos genes é, não uma cadeia bem oleada de acontecimentos, mas um fenómeno aleatório. No que diz respeito à diferenciação celular, este fenómeno reformula a questão do  seguinte modo: como é que uma expressão aleatória dos gene...

janeiro 2017

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande Como a  cannabis perturba a memória A cannabis age sobre a memória modificando diretamente a atividade das mitocôndrias das células cerebrais, que deixam de poder funcionar      A cannabis é conhecida por perturbar a memória, no curto e no longo prazo. Sabe-se que no cérebro, o seu composto ativo, o THC (delta9-tetra-hidrocabinol), fixa-se em recetores chamados de cannabinoides e em particular no recetor CB1, o que modifica a atividade dos neurónios e de outras células cerebrais. Mas até agora desconhecia-se como é que o THC alterava diretamente a memória. A equipa de Giovanni Marsicano, do neurocentro Magendie do Inserm, em Bordéus, talvez tenha encontrado a resposta: o THC perturba o funcionamento das centrais energéticas das células, as mitocôndrias .      Ora, sem energia, não há atividade. No interior das células,...

dezembro 2016

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande A aceleração da expansão do Universo posta em causa As supernovas tais como a SN 1994D (ponto luminoso em baixo) serviram de base à nova observação      O Universo está em expansão cada vez mais rápida. Esta aceleração da expansão cósmica valeu aos seus descobridores o prémio Nobel da física em 2011. Todavia, três astrofísicos acabam de colocar em questão este pilar da cosmologia moderna. Para eles, a análise estatística das supernovas, as explosões de estrelas nas quais se funda essa observação, é compatível com uma taxa de aceleração constante. Esta nova análise estatística utiliza uma base de dados que contem  informações de 740 supernovas de tipo Ia . Consideradas como «velas padrão» - a sua luminosidade intrínseca é supostamente conhecida -, estes astros som pontos de referência que marcam o Universo. Qual a diferença com as anális...