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janeiro 2017

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande Como a  cannabis perturba a memória A cannabis age sobre a memória modificando diretamente a atividade das mitocôndrias das células cerebrais, que deixam de poder funcionar      A cannabis é conhecida por perturbar a memória, no curto e no longo prazo. Sabe-se que no cérebro, o seu composto ativo, o THC (delta9-tetra-hidrocabinol), fixa-se em recetores chamados de cannabinoides e em particular no recetor CB1, o que modifica a atividade dos neurónios e de outras células cerebrais. Mas até agora desconhecia-se como é que o THC alterava diretamente a memória. A equipa de Giovanni Marsicano, do neurocentro Magendie do Inserm, em Bordéus, talvez tenha encontrado a resposta: o THC perturba o funcionamento das centrais energéticas das células, as mitocôndrias .      Ora, sem energia, não há atividade. No interior das células,...

dezembro 2016

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande A aceleração da expansão do Universo posta em causa As supernovas tais como a SN 1994D (ponto luminoso em baixo) serviram de base à nova observação      O Universo está em expansão cada vez mais rápida. Esta aceleração da expansão cósmica valeu aos seus descobridores o prémio Nobel da física em 2011. Todavia, três astrofísicos acabam de colocar em questão este pilar da cosmologia moderna. Para eles, a análise estatística das supernovas, as explosões de estrelas nas quais se funda essa observação, é compatível com uma taxa de aceleração constante. Esta nova análise estatística utiliza uma base de dados que contem  informações de 740 supernovas de tipo Ia . Consideradas como «velas padrão» - a sua luminosidade intrínseca é supostamente conhecida -, estes astros som pontos de referência que marcam o Universo. Qual a diferença com as anális...

novembro 2016

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Ciência Na Frente Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande Do Homo sapiens ao Cosmo sapiens      Abrigamos tantos microrganismos como as células que compõem o nosso corpo, então impõe-se uma pergunta: quem somos nós realmente?      Com o avanço da microbiologia, o conceito de identidade humana não cessa de evoluir e de se afastar do antropocentrismo da era clássica. Ao ter consciência dos papéis cruciais desempenhados pelas parcerias microbianas ao longo da nossa história, o Homo sapiens redescobre a sua natureza. Ele é Cosmo sapiens , um coletivo «metahumano», nos quais os desenvolvimentos passados, presentes e futuros dependem fundamentalmente dos microrganismos (daí o termo escolhido, uma fusão literal do género humano e do cosmos microbiano que o compõe). Esta tomada de consciência não é de menor importância. Não seria a primeira vez, nem a última, que a nossa espéci...