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junho 2018

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande

Destruir um robô será um crime?




     Quase todos estamos de acordo, com raras exceções, com a ideia de que a vida humana é «sagrada». Isto traduz-se, por exemplo, no facto de que é muito mais grave matar um ser humano do que partir uma máquina. Mas as razões que nos levam a pensar assim, não são tão simples de definir.
     Uma razão por vezes invocada é que somos «melhores» do que as máquinas: sabemos exprimir-nos numa língua, transmitir uma cultura, reconhecermo-nos num espelho, pintar frescos nas paredes das grutas de Lascaux, etc. Mas este argumento é escasso: as máquinas são «melhores» do que nós a jogar xadrez, a fazerem multiplicações, a fabricarem peças ou a levantar cargas pesadas, sem que consideremos, até agora, um crime o facto de destruirmos um computador, uma calculadora, uma ferramenta mecânica ou uma grua.
     Uma outra razão é o facto destas máquinas serem facilmente reproduzíveis de forma idêntica. O car…

maio 2018

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande

Ventos nos abismos de Júpiter


          A atmosfera de Júpiter exibe grandes barras paralelas no equador onde sopram ventos que atingem os 600 Km/hora. Os planetólogos tentam há várias décadas compreender a dinâmica destes ventos. Por exemplo, se se manifestam em profundidade ou se são apenas um fenómeno de superfície? Os recentes dados da sonda Juno permitiram responder a esta questão.
     Para conseguirem chegar a esse resultado, os investigadores mediram o campo gravitacional de Júpiter. Com efeito, qualquer assimetria nesse campo seria o sinal de uma estrutura interna complexa, tal como um deslocamento significativo de matéria. Para o conseguirem fazer, os investigadores seguiram com muita precisão a trajetória da sonda Juno. Ao detetarem qualquer variação anormal da sua velocidade (com uma precisão  de 0,01 milímetros por segundo), reconstituíram o campo gravitacional do planeta. Duas equipas, uma chefiada por Yohai…

abril 2018

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infminitamente Grande


O mistério da energia negra






     Há uma força subtil que interfere na nossa existência e que empurra o universo cada vez mais depressa. Os astrónomos chamam-lhe energia escura - um apelido de mau presságio que por si só obriga os cientistas a saberem mais sobre este assunto do que realmente sabem. É escura porque é desconhecida. Contudo, ninguém sabe sequer se é um tipo de energia.
      O termo é simplesmente uma forma abreviada para a perplexidade do comportamento expansivo do universo. Os cientistas sabem que o cosmos se está a expandir desde que Edwin Hubble, em 1929, mediu a velocidade das galáxias que se estavam a afastar (apesar de alguns considerarem que quem devia ter o crédito dessa descoberta fosse Georges Lemaître). Mas o ritmo da expansão, pensavam os cientistas, estava a abrandar, puxada pela gravidade coletiva do conteúdo do universo.
     Foi então que duas equipas independentes de astrónomos descobriram, e…