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agosto 2017

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


A corrida para desacelerar a luz




Desde há quase vinte anos que os físicos sabem desacelerar a luz, quase  pará-la. Atualmente este curioso fenómeno tem algumas aplicações em laboratório.
  A 299 792 458 metros por segundo, a luz dá uma volta à Terra antes que Usain Bolt tenha deixado os blocos de partida. Contudo, em certas circunstâncias, podemos abrandar a luz a um ritmo de tartaruga, ou mesmo pará-la completamente!
     É preciso relembrar que o valor mencionado em cima (à volta dos 300 000 Km por segundo) é válido no vazio. Num meio material, a luz propaga-se mais lentamente. Isto porque ela interage com a matéria pondo a vibrar os eletrões dos átomos, criando uma «onda de polarização». Esta onda age, ao voltar para trás, sobre a luz perdendo esta à volta de 30% da sua velocidade. O índice de refração , que é dado pela proporção entre a velocidade da luz no vazio e a sua velocidade num meio considerado, quantifica esse…

julho 2017

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


A vida fora da zona habitável


Esta imagem artística do sistema TRAPPIST-1, visto de um dos seus sete planetas conhecidos, em que vários deles se encontram na zona habitável da sua estrela.
  O que é que permite que um planeta tenha vida? Geralmente define-se a zona habitável como a distância a que um planeta tem de estar da sua estrela para que a água se mantenha líquida na sua superfície. Imaginemos os planetas que ficam no limite interior da estrela do género de Vénus - muito quente e seco. Para lá dessa zona imaginemos mundos do estilo de Marte, frios e secos e desprovidos de oceanos.
     À medida que as estrelas evoluem  e se tornam mais brilhantes, a parte interior e exterior dessa zona vai-se movendo, transformando os planetas em caldeirões escaldantes ou mundos gelados. Daí se falar  de uma "contínua zona habitável" onde há planetas que se mantêm nessa zona durante a vida da estrela.
     Quando estudamos …