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fevereiro 2017

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Diferenciação celular: a parte do acaso




     Qual é o mecanismo que faz com que uma célula se diferencie num determinado tipo celular em vez de outro? Se durante muito tempo os biólogos viram esta transformação como o fruto de um programa genético, onde uma sucessão de reguladores se ativam numa ordem estabelecida, sabem atualmente que estes processos não são assim tão simples. Desde há algumas décadas, há trabalhos que sugerem que a expressão dos genes é, não uma cadeia bem oleada de acontecimentos, mas um fenómeno aleatório. No que diz respeito à diferenciação celular, este fenómeno reformula a questão do seguinte modo: como é que uma expressão aleatória dos genes leva à formação de tecidos homogéneos de células diferenciadas? Uma equipa de biólogos, matemáticos e bio-informáticos, co-dirigida por Sandrine Gonin-Giraud e Olivier Gandrillon, do Laboratório de Biologia e Modelização da Célula (CNRS, Inserm, Universidade d…

janeiro 2017

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Como a 
cannabis perturba a memória





     A cannabis é conhecida por perturbar a memória, no curto e no longo prazo. Sabe-se que no cérebro, o seu composto ativo, o THC (delta9-tetra-hidrocabinol), fixa-se em recetores chamados de cannabinoides e em particular no recetor CB1, o que modifica a atividade dos neurónios e de outras células cerebrais. Mas até agora desconhecia-se como é que o THC alterava diretamente a memória. A equipa de Giovanni Marsicano, do neurocentro Magendie do Inserm, em Bordéus, talvez tenha encontrado a resposta: o THC perturba o funcionamento das centrais energéticas das células, as mitocôndrias.
     Ora, sem energia, não há atividade. No interior das células, as mitocôndrias convertem o oxigénio e os nutrientes em energia (como ATP), necessário a todos os processos bioquímicos. Qualquer que seja a tarefa cognitiva, os neurónios consomem ATP para se ativarem, comunicarem ou criarem conexões com os ne…

dezembro 2016

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A aceleração da expansão do Universo posta em causa






     O Universo está em expansão cada vez mais rápida. Esta aceleração da expansão cósmica valeu aos seus descobridores o prémio Nobel da física em 2011. Todavia, três astrofísicos acabam de colocar em questão este pilar da cosmologia moderna. Para eles, a análise estatística das supernovas, as explosões de estrelas nas quais se funda essa observação, é compatível com uma taxa de aceleração constante. Esta nova análise estatística utiliza uma base de dados que contem  informações de 740 supernovas de tipo Ia. Consideradas como «velas padrão» - a sua luminosidade intrínseca é supostamente conhecida -, estes astros som pontos de referência que marcam o Universo. Qual a diferença com as análises anteriores? Os três astrofísicos tiveram em conta um procedimento empírico para corrigir as variações de luminosidade devido, por exemplo, à presença de poeiras na vizinhança das su…