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fevereiro 2016

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Descoberta de um objeto celeste nos confins do sistema solar






V774104. Este nome de código designa um objeto com algumas centenas de quilómetros de diâmetro e que é o objeto que está à maior distância da nossa estrela, no nosso sistema solar: um pouco mais do que 15 mil milhões de quilómetros, ou seja, 103 vezes a distância da Terra ao Sol e 3 vezes mais afastado do Sol do que Plutão.
     Esta descoberta acaba de ser anunciada durante o congresso da União Americana de Astronomia, no National Harbor, em Maryland, pela equipa de Scott Sheppard e Chadwick Trujillo. Estes astrónomos, que seguem este tipo de astros longínquos, já tinham observado em 2012 um objeto similar e que foi batizado 2012VP113.
     O princípio que permite detetar estes objetos é muito simples: um telescópio, neste caso o telescópio japonês Subaru, situado no Hawai, obtém várias fotografias de uma mesma região do céu com algumas dezenas de minutos de inte…

janeiro 2016

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Porque é que sonhámos? 






À primeira vista, os sonhos assemelham-se a uma mistura de acontecimentos caóticos regidos por leis insólitas, com uma construção desordenada e abordando assuntos inesperados. Estão repletos de imagens, sons, odores, gostos, sensações táteis e emoções. Muitas vezes, desenrolam-se um ou vários cenários sucessivos.
     Desde há mais de um século, psicólogos e neurocientístas procurar perceber o sentido deste «pensamento próprio do sono». As dificuldades são grandes. Para além de  muitas vezes desafiarem qualquer lógica, os sonhos parecem fechados no cérebro do adormecido, incapaz de comunicar durante o desenrolar do mesmo.
     Os investigadores desenvolveram assim toda uma bateria de instrumentos de medição para, num primeiro momento, compreender o funcionamento do cérebro adormecido. A polissonografia combina assim a eletroencefalografia (a mediação das correntes elétricas à superfície do crânio com…

dezembro 2015

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Como é que o Homo sapiens conquistou a Terra 




Não sabemos ao certo como, mas há cerca de 100 000 anos, o Homo sapiens chegou à Eurasia a partir de África. A expansão da nossa espécie  no nosso planeta desencadeou-se definitivamente a partir desse momento. Os nossos antepassados acabaram por conquistar todos os continentes e numerosos arquipélagos. No caminho, encontraram membros de outras espécies humanas, que acabaram por desaparecer, tal como um grande número de espécies animais. A passagem do Homo sapiens pela Eurasia é sem dúvida o maior acontecimento migratório de toda a história do nosso planeta.
     Porque é que a espécie Homo sapiens, o «homem moderno», foi a única a dominar tudo? Para alguns paleoantropólogos, este facto tem que ver com o seu grande cérebro; para outros, a razão tem que ver com as suas inovações técnicas; ainda para outros, tem que ver com o clima, que teria enfraquecido as espécies humanas conco…