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dezembro 2013

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Um gémeo ardente da Terra


O exoplaneta Kepler 78b está situado a menos de 1,5 milhões de quilómetros da sua estrela. A sua superfície, desprovida de atmosfera, é recoberta de rochas em fusão (imagem da esquerda). Devido a este facto, o planeta tem um aspeto muito diferente do da Terra. Os dois planetas têm um tamanho semelhante (imagem da direita) e uma composição similar:  são ambos constituídos por rochas e possuem um núcleo de ferro.
Na procura de exoplanetas semelhantes à Terra foi dado um novo passo. Já foram descobertos numerosos planetas tendo um tamanho próximo do da Terra. Todavia é muito difícil estimar a sua massa e a sua composição. Duas equipas de astrónomos estudaram o exoplaneta Kepler 78b e demonstraram que a sua densidade era semelhante à da Terra, ou seja, este planeta seria essencialmente constituído por rochas e ferro. Mas as semelhanças param aí: Kepler 78b está tão próximo da sua estrela que deverá se…

novembro 2013

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


As exoluas serão habitáveis?





Mais de 900 exoplanetas já foram detetados e vários milhares de outros esperam a confirmação da sua descoberta. Alguns estão na órbita da chamada zona habitável da sua estrela (a zona onde a água em estado líquido pode existir), mas a maior parte deles são gigantes gasosos, impróprios para a existência de vida. Contudo, esses planetas terão satélites, ou exoluas, que poderão abrigar a vida?  René Heller, da Universidade de McMaster, no Canadá, e a sua equipa quiseram saber se as luas extra-solares estão protegidas por um campo magnético, já que esta é uma condição necessária  para a sua habitabilidade.
Para ser habitável, uma exolua não pode estar nem muito afastada, nem muito próxima do seu planeta. Demasiado próxima, ficaria sujeita a fortes efeitos de maré e a uma radiação demasiado intensa; demasiado afastada, ficaria fora da magnetosfera do planeta (a zona dominada pelo seu campo magnético…

outubro 2013

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Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


Titã tem uma crosta muito dura




O satélite de Saturno, Titã, está coberto por uma crosta de gelo de 50 a 20 quilómetros de espessura, sob a qual se esconde um oceano de água líquida. Segundo Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e três dos seus colegas, esta crosta é mais dura do que se pensava e geologicamente mais ativa. Medições feitas pela sonda Cassini revelaram que a gravidade à superfície é mais fraca onde existem relevos.Para explicar estas anomalias, os investigadores imaginaram que aos relevos correspondiam grossas "raízes" na base da crosta. O gelo sendo menos denso do que a água do oceano subglaciar, uma raiz traduzir-se-á por um "déficit" de massa que contrabalança a gravidade do relevo. Entretanto, essas massas de gelo flutuam e empurram a crosta. Para que toda esta dinâmica esteja equilibrada, é necessário que essa crosta seja suficientemente espessa e muito rígida.
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