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março 2013

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Ciência Na Frente

Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande
O Problema do Tamanho do Protão O protão, uma das partículas mais comuns no Universo, é um dos constituintes do núcleo atómico. Há muito que o seu tamanho intriga os físicos. Várias experiências indicam que tem um raio de 0.88 fentómetros (isto é 0.88 x 10-15 do metro). Entretanto, Randolf Pohl do Instituto Max Planck de ótica quântica em Garching, na Alemanha, com a colaboração dos seus colegas da participação internacional em que está envolvido, o Laboratório Kastler Brosser, conceberam uma experiência que registou um valor de 0.84 fentómetros. Este valor foi anunciado pela primeira vez em 2010 e, atualmente, tem sido confirmado por dados suplementares. Estes valores divergentes são um desafio para os cálculos teóricos, já que revelam um significativo grau de incerteza.
No átomo de hidrogénio, sistema constituído por um protão ligado a um eletrão, o tamanho do protão afeta a sua interação eletromagnética com o eletrão. A…

fevereiro 2013

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Ciência Na Frente
Do Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande
Um Cérebro Artificial de Alto Desempenho
Pela primeira vez um cérebro artificial conseguiu reproduzir um comportamento complexo graças aos 2,5 milhões de "neurónios" que têm um funcionamento parecido com os nossos. Chris Eliasmith (na imagem ao lado) e a sua equipa da Universidade de Waterloo, no Canadá, desenvolveram um cérebro artificial chamando Spaun (acrónimo inglês de arquitetura de rede unificada de ponteiros semânticos - Semantic Pointers Architecture Unified Network). A sua arquitetura (esquema de cima) é baseada na arquitetura do cérebro humano. As diferentes caixas representam conjuntos de neurónios artificiais. Estes estão ligados uns aos outros de forma a imitar o funcionamento do nosso cérebro. Este esquema permite ao Spaun reconhecer uma imagem, memorizá-la e de a codificar com o objetivo de comandar o movimento de um braço robotizado. O simulador cerebral Spaun reproduz, numa memória informática, …

janeiro 2013

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Ciência Na FrenteDo Infinitamente Pequeno ao Infinitamente Grande


O Primeiro do Nosso Género? Os espantosos fósseis do Australopithecus sediba, uma nova espécie de australopithecus sul-africano, tem alimentado o debate sobre a origem do género humano e o seu local de aparecimento. Onde se enraíza o género humano? Temos a certeza que é em África. Mas onde? Lee Berger descobriu, na África do Sul, um indício chave que poder-nos-á indicar o local: um novo género de australopithecus que apresenta várias características humanas. Será um antepassado do género humano, Homo? É o que pensa este paleoantropólogo americano da Universidade de Witwatersrand, de Joanesburgo, e por isso chamou à sua descoberta Australopithecus sediba, «o australopithecus origem» (em língua soto, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul, sediba significa origem). De qualquer forma, desde que L. Berger publicou a sua descoberta em 2010, paleoantropólogos de todo o mundo têm-se encontrado com ele para examinar os seus f…